Tuesday, 4 August 2009

eu já... corrigido e atualizado

eu já...
do L.

Nosso querido amigo veio nos visitar. Foi bom revê-lo depois de tanto tempo. E foi bom terminar o que eu, ele e a Su tínhamos começado - e eles continuado em duas outras ocasiões - na Inglaterra há mais de um ano.
A visita do amigo foi curta, mas muito intensa. Foi ótimo rir, beber, conversar, paquerar. E também serviu pra riscar vários itens da minha lista dos "eu ainda vou...". Minha, da Su e dele. Talvez a Su poste aqui a lista atualizada dela, mas pela minha deve dar pra ter uma idéia do que a dela deve ser. A minha segue abaixo. Incompleta, provavelmente, porque esses últimos dias foram tão intensos e cheios de novidades que eu ainda me pego lembrando de alguma coisa safada que a gente fez. E incompleta também porque estou mais pra ouvir música curtindo o que a vida é e pensando em tudo, e pra sorrir pra Su quando nossos olhares se cruzam, do que pra escrever. Então aqui vai:

- eu já participei de um ménage a trois.
- e já aprendi que esse tipo de coisa, quando a gente se entrega, é muito mais sobre emoções novas, turbilhões de sentimentos, descobertas de si, dos outros e do que a vida tem pra te dar, do que sobre putaria. Mas a putaria foi ótima :)
- eu já transei por três dias seguidos, virando a noite em todos eles.
- eu já vi a Su transando com outro homem.
- eu já OUVI a Su transando com outro homem, de um outro quarto (era uma fantasia minha, sons de sexo me dão um tesão danado, e quis deixar eles transarem só os dois um pouco).
- eu já transei com outra pessoa olhando.
- eu já tomei banho de mar pelado no inverno.
- eu já beijei outro homem (e o amigo tinha razão, beijo é beijo; o dele, surpreendentemente, muito bom).
- eu já transei com outro homem. Foi legal, muito mais simples e natural do que eu esperava. Embora tenha sido algo novo e bem diferente, foi um pouco menos diferente do que eu imaginava.
- eu já beijei a três, e achei o máximo.
- eu já dei abraços sem saber de quem era a pele que cada uma de minhas mãos tocava.
- eu já fiz parte de uma dupla penetração.
- eu já fiz um monte de outras coisas gostosas, todas ótimas. Mas o mais importante da minha lista teria que ser:

- eu já me entreguei sem ressalvas a duas pessoas incríveis, de corpo nu e peito aberto, e elas se entregaram a mim do mesmo jeito.

Beijos e abraços pra eles dois.

L.

Tuesday, 28 July 2009

sensualidade e safadeza


O rt agora tem um braço visual. Esse aqui é o endereço do nosso tumblr:
http://l-teatino.tumblr.com/

(e a propósito, um beijo para quem me ensinar a pronunciar essa porra - é tumble, como em stumble?)

ps - o post anterior (sobre sexo seguro) recebeu algumas respostas interessantes, e eu andei pensando e lendo mais sobre o assunto. Semana que vem transformo isso tudo num post curto, direto e informativo.

Wednesday, 15 July 2009

minha idade dos porquês (tudo - ou um pouco do - que eu não sei)

Estava pensando em um assunto pra um post, e me dei conta que não tenho nada pra dizer dessa vez. Mas muito pra perguntar. Tanto, que cogitei embutir uns questionários aqui no blog, mas seriam tantos que é mais fácil sair perguntando. Quem souber me dizer, comenta aí. Pras almas mais caridosas (ou simplesmente mais empolgadas) que escreverem um post sobre alguma dessas coisas, meu muito obrigado.
Venho de mãos abanando perguntar coisas que eu quero saber.
Se der bons resultados, faço um post comentando.

1)
Pois é. Esse negócio de colocar anúncio no adultfriendfinder ponto com ou semelhantes funciona? Digo, pra conhecer outros casais ou solteir@s interessantes pra amizade, um bom papo ou quem sabe algo mais. Não é assim que eles dizem?
Alguém aí já tentou usar esses recursos? Que outros recursos (além de blog, claro) existem?

2)
Outra coisa: é lugar comum se falar em sexo seguro. Mas na verdade, a impressão que tenho é que as pessoas fazem sexo (um pouco mais) seguro.
Vc faz tudo com camisinha? Ou quem faz boquete faz sem camisinha, e só usa ela pra hora da penetração?
E se chupa o pau sem camisinha, evita que goze na boca, pra diminuir o risco de transmissão?


E os caras que como eu gostam de chupar as meninas? Não vejo como usar algum tipo de proteção... e as meninas bi, que cuidados tomam com uma parceira casual?

Me explica aí, gente, o que vcs fazem pra poder dizer que o sexo que vcs fazem é (mais) seguro.

Thursday, 9 July 2009

papo de amigo

Nossos amigos são os nossos tesouros. E são tesouros de todo tipo, e muitos bem descolados, e algumas das melhores histórias vêm daí. Como essa, nesses MSNs da vida:

-e aí, carinha? quanto tempo!

-pois é! como vcs estão?

-eu e a Su estamos bem, preparando material pros concursos, escrevendo pra publicar
nada que dê dinheiro, kkkkkkkk

-rsrsrsrsrs
é foda

-mas e aí, alguma novidade?

-pois é cara, tudo na mesma, meio de saco cheio daqui, precisando beber, viajar

-eu sempre preciso beber e viajar...

-AH! LEMBREI UMAS NOVIDADES PRA TE CONTAR!

-OPA! manda!
qual a novidade?

-Pois é, a novidade é que beijei uns carinhas aí...

-hahahahahahah
carinhaS? porra, tu quando vai, vai fundo!

-é...rsrsrsr

-tá, mas e aí, que tal?

-cara, foi bom. cheguei a uma conclusão:
beijo é beijo.

-adoro esse tipo de raciocínio. rsrsrs

-que tipo?

-assim, pé-no-chão. "beijo é beijo". dito assim fica até óbvio.

-rsrsrsrsr

-mas vem cá, e o bigode? Pq eu acho que não ia gostar de beijar homem é por causa do bigode mesmo, só de imaginar já me dá um nojo (aaarrrrggghh!!!), nem mulher com buço eu me animo, chega a dar uns arrepio. credo!

-hahuauahuaha
é, os dois caras que eu beijei tinha um bigodinho que eu me esforcei por evitar. rsrsrsrs

-tá, mas então curtiu.

-cara, vou repetir logo. a minha namorada fica toda de fogo quando conto que troquei uns olhares com outros caras na noite. rsrsrs

-hahahaha, cara, sempre um prazer papear contigo, meu velho. Tuas histórias são das mehores, taco a taco com aquelas da nossa amiga do Nordeste.

-rsrsrsrsrs. vou lá, L., bjinhos pra vcs dois. hahahahah

-kkkkkk! Assanhado! hahahahah. Abraço, meu velho! rsrs

Wednesday, 10 June 2009

Life offline



Dia desses uma amiga me chamou no msn e perguntou: SUUUU, VOCÊ AINDA EXISTE?
Sim, sim. Tô fora deste meio virtual já há um certo tempo. Muitas andanças*, mudanças, adaptação ao novo país, festas, reencontro com família e amigos, descanso, praia, muito sexo, depois inverno, lareira, alguns experimentos (breves mas gostosos) de casamento aberto.
Depois disso, a vida começou a tomar um rumo e a realidade bateu à porta: hora de estudar para concursos, escrever textos, publicar, trabalhar.

Mas, cá entre nós, falando a verdade: eu poderia dar zilhões de explicações sobre minha ausência (deste blog e em todos os outros da face da terra). A verdade mesmo é que, de tempos em tempos, e não sei porquê, blog me enche o saco. Veja bem, não  é o SEU blog em particular, meu caro leitor (me achei "A" escritora agora... hahaahahah). E a torração de saco nem é com blogs em particular, mas com essa vida virtual e tudo o que a involve: e-mails, orkut, twitter, blog, flickr, msn e por aí vai. 

Às vezes o cansaço é físico mesmo. Dói a bunda, as costas, o ombro de tanto ficar na frente do computador (resquícios do final da tese?). Mas outras vezes é um cansaço mais profundo, uma irritação e um incômodo mais íntimo gerado pelo o que essas novas comunicações NÃO trazem. É uma necessidade de olhar nos olhos das pessoas, abraçar, ouvir a voz, tocar, conhecer, interagir, rir, entender os trejeitos, olhares, compartilhar confissões, histórias, sexo, amizade, qualquer coisa. Qualquer coisa que seja cara a cara, corpo a corpo**. 

Mas era isso, meu caro Watson! Aos poucos eu vou voltando, surgindo das cinzas de um final de doutorado. Qualquer dia desses apareço no seu blog pra fazer uma visitinha. Tenho saudades dos meus amigos virtuais. E daqueles que já se tornaram bem mais que isso!


 * Da Inglaterra para o Brasil trazendo a mudança; do Brasil para a Inglaterra para a defesa da tese; da Inglaterra para o Brasil trazendo o diploma e agora sou oficialmente Dr. Su! 

** Tenho tido a sorte de acalmar essa necessidade com o L. Parceiro melhor não há. Amanhã completamos 8 anos que estamos juntos!

Thursday, 14 May 2009

viver com trilha sonora




Eu sempre achei que a vida deveria ter uma trilha sonora. Ou melhor, várias.
Num desses dias, numa viagem de ônibus pelo interior do Brasil, lembrei de que, há uns dez anos ou mais, eu viajava sempre com um walkman e uma caixa de fitas K7. E um saco de pilhas. As fitas se tornavam tediosas depois da segunda audição, as pilhas não chegavam a durar tudo isso.
Agora, com iPods e outros tocadores de mp3 acessíveis, o meu velho - e de muitos outros, como a Su - hábito tomou nova roupagem. Uma roupagem bem mais leve e mais variada.
Novas tecnologias modificam nossa interação com o mundo, e agora mais do que nunca um grande número de pessoas circula pela superfície da terra (e pelos metrôs e aviões também) imersas em seu próprio meio ambiente sonoro, com níveis maiores ou menores de isolamento em relação ao ambiente físico imediato disponível para ela e os outros usuários dos espaços sociais e naturais.
Tecnologias e as mudanças que elas promovem à parte, entretanto, mp3 players dão vazão a algo que estava ali anteriormente, um potencial ao qual as novas tecnologias dão mais fruição. Seres humanos e música: a história dessa relação é antiga. Há um pesquisador que argumenta que fala e canto surgiram juntos e inextricavelmente ligados na história da nossa espécie, e que só depois separamos a fala das expressões sonoras baseadas em ritmo, melodia e harmonia.
Essa característica comum à humanidade - há música em praticamente qualquer sociedade, nas mais variadas formas - se atualiza nos indivíduos de modo particular em cada sociedade, e em cada época. O que agradava à maioria dos gostos nos anos 1950 do mundo ocidental difere muito do que toca nas rádios contemporâneas em geral. Há uma permeabilidade, claro - vide quem hoje em dia gosta de jazz, Led Zeppelin ou música erudita, p.ex. -, mas é impossível negar as diferenças na percepção e produção das expressões musicais entre pessoas de diferentes gerações.
Características de cada época social à parte - e somos parcialmente um produto do mundo e do período em que vivemos -, ainda sobra uma margem muito grande de manobra para o indivíduo.
A escolha do que ouvir nesse universo cada vez maior de opções, por exemplo. Ou o tipo de experiência pessoal que desenvolvemos com o hábito de ouvir música e o quanto isso figura nos nossos dias. Temos uma amiga que não pode ouvir música no trabalho, mas seu nick no googletalk tem sempre um trecho de letra de música, sempre uma frase de impacto de alguma das músicas que ela curte. Posta assim nesse novo contexto, até a gente pensa mais sobre a letra.
Eu adoro música. Ouço muito, curto descobrir novidades que me surpreendam pra bem, que me gerem inquietudes intelectuais e experiências emocionais novas. Como John Coltrane, por exemplo (avance até 2:00).
A primeira vez que ouvi, andava no centro da cidade. De uma loja de CDs vinha algo que me deu arrepios. Um contrabaixo desenhando uma linha melódica, seguido de bateria e do saxofone do Coltrane fraseando a linha melódica mais simples e mais linda que eu já tinha ouvido. Era Slow Train, do Coltrane. Entrei, comprei o CD e até hoje essa é uma das minhas gravações preferidas. E eu ainda consigo me surpreender a cada vez que ouço aquela música. Juro que às vezes me dá arrepios. Foi assim também que conheci Piazzolla, em um shopping center de Santiago do Chile, aos 18 anos de idade, por puro acaso durante uma viagem, por puro encantamento sonoro.
Músicas tendem a marcar minhas viagens. Às vezes a beira da estrada, vista em movimento, se cola de tal forma em uma música específica que está tocando em meus fones de ouvido que parece ser a trilha sonora perfeita para aquele momento, para a sensação que viajar me dá, de mudar de ares, ser meio nômade, não saber da próxima curva ou às vezes da próxima cidade. Conhecer gente nova, deixar tudo pra trás e começar de novo na próxima parada.
Foi assim recentemente, na tal viagem de ônibus pelo interiorzão. A paisagem passando, minha mochila aos pés, o cheiro de serragem da construção do barco ainda nas roupas, o vento entrando pelas frestas do ônibus que descia solto as serras por que passava, e nos meus ouvidos Long Road to Ruin, do Foo Fighters.
Cheguei a filmar a paisagem, pensando em editar com a música depois pra botar aqui no rt, ou só pra guardar de lembrança mesmo. Coisa que acabei não fazendo.

Essa nem foi a primeira vez que pensei nisso, pra mostrar como essa sensação de "trilha sonora pra vida" é forte. Numa outra vez, a gente estava acompanhando o rio Nilo de trem, pra chegar no Cairo. Eu estava escorado na janela, olhando os locais interrompendo o trabalho nas plantações pra estender tapetes na beira da estrada, voltar-se pra Meca e oferecer uma das cinco orações diárias esperadas de um bom muçulmano. No meu universo particular, entretanto, o som que acompanhava os fiéis não era o altofalante estridente com o canto do Muezzin, do topo das inúmeras mesquitas. O que pintava aquele quadro pra mim, naquele momento, era o blues do Robert Johnson, que tirando as origens africanas, à primeira vista não tem nada a ver com o chão coberto por aqueles tapetes ou com os homens sobre eles ajoelhados. Mas naquele momento, preces e e blues se combinaram pra me permitir uma experiência privada e muito particular do mundo e da existência. Pedi pra Su filmar. Queria guardar de lembrança minha própria imagem olhando vidro afora, fones nos ouvidos, e Robert Johnson preenchendo a cena com seu violão. Nunca editei. Esses momentos todos acabam sendo isso, momentos. Ao invés de editá-los em áudio e vídeo, acabo indo em direção a novas experiências, que pedem novas trilhas sonoras.
Às vezes não é só um momento, mas um período que é marcado por uma música, album, ou mesmo uma banda. Num período cheio de angústias pra mim e pra Su, de insegurança sobre o futuro, sobre grana, fomos a Porto Alegre visitar uns amigos. Por um desses acasos do destino, uma banda de lá ia fazer um show aberto ao público, e acabamos indo. Quando ouvimos, o som era tão bom, as letras tão significativas pra nós, que ficamos perdidamente apaixonados por aquela experiência. Naquele ano, acho que Cidadão Quem foi a banda que a gente mais ouviu. Não conseguíamos enjoar das músicas, a cada audição uma nova perspectiva se descortinava pra nós, e as letras pareciam fazer mais e mais sentido. Mais do que isso, aquelas músicas serviam como um bálsamo, nos acalmavam, davam esperança.

Coisas como:
"Minhas lágrimas não caem mais,
Eu já me transformei em pó
(...)
Meu futuro não me assusta ou faz
Correr pra desprender o nó
Que me amarra a garganta e traz
O vazio de viver e só..."
Ao fim de tudo

Ou:
"Talvez perca o emprego
Talvez a sua resposta seja não
Quero dar um jeito
De conseguir pagar a prestação
De passear na grama do parcão
De respirar deitar ao sol que brilha

Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto se vai
Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto..."
Girassóis

Ultimamente, digo, ultimamente nos últimos dois anos, a trilha sonora da minha vida tem tido uma presença constante entre toda sua variedade: Kings of Leon.
Ouvia pra dirigir quilômetros de asfalto, pra pensar na vida, pra melhorar o humor, pra beber, pra transar (oi Su;), pra andar na rua à toa.
De tudo que passa pelo meu iPod, essa é uma banda constante. Por mais que eu mude, ouça coisas novas, volte a ouvir as velhas, Kings of Leon está sempre lá, todos os albums.
A Su me contou agora, quando voltou da Inglaterra, que na maior parte do tempo só tinha saco pra ouvir Kings of Leon. E que algumas músicas "turn her on", como essa. Eu entendo muito bem. Se não fosse as dúzias de transas associadas àquele "som", as músicas por si próprias dão uma sensação boa. Na nossa opinião, não há trilha sonora melhor pra uma boa gozada.

E você? Qual a trilha sonora da sua vida?

L.

Saturday, 9 May 2009

fotos da Su na meme dos pelados

Preciso de um grande favor.
Lembram da "meme dos pelados"?

Lembram daquelas fotos gostosas da Su?
Pois é, metade delas não tô encontrando!!!!

Quem salvou, por favor, me mande uma cópia:

l.teatino @ gmail . com

PS- ei, não adianta se fazer de desentendido, sei que um monte de gente salvou.
rsrsrs
agora retribui o agrado, e manda pra gente.
bjs e abçs,
L.

Monday, 4 May 2009

presente recebido

A fê, do casalqseama, nos mandou um presentinho. Que eu não vi! e fui reclamar que não tinha ganhado.
Bem feito pra mim. Tá aqui o selo personalizado desse casal de tão bom gosto no mundo dos blogs de sacangem bonita e inteligente (sacanagem? até hj não sei se metade desses blogs, incluindo este aqui, pode ser chamado simplesmente de "blog de sacanagem"):

Eu curti muito. Queria saber da fê se a menina do pirulito vem junto no presente, e onde posso pegar a minha...
Obrigado!


E aproveito pra fazer coro com o casalqseama numa campanha sobre sexo seguro. Porque diversão tem que ser... bem... divertida. E não um stress ou algo com um preço muito alto.
Então pessoal, usem camisinha. E trepem muito, por favor. 
E a propósito, se não tiverem onde... nossa casa é de vocês! rsrsrsr


Bjos e abraços encapados,
L.

Thursday, 23 April 2009

O que os olhos (não) vêem...

ou: os olhos são a janela da alma.


Esses dias, de ônibus quebradão, indo dum pedaço de interiorzão pro outro, olhei pela janela e juro que li numa fachada de loja, em letras brancas sobre fundo vermelho:

"CUZINHOS APERTADOS"

- Hein? Hã???

Era "cozinhas projetadas".

rsrsrs


E já que depois do nosso longo sumiço os visitantes do blog ainda não voltaram, resolvi tentar uma estratégia. Todo blogueiro fala que quando posta termos relacionados a sexo as visitas disparam, às vezes por causa de gente procurando coisas que não tem nada a ve com o tema da postagem.
Vamos ver se isso serve de chamariz pro povo:
ha-ham....
paucaralhobucetapeitõescuzinhoboquetechupada
mamadaanrabadagozadaporragozotesão
Deu. Se der certo, posto fotos à altura. rsrsrs

Té,
L.

Tuesday, 21 April 2009

Volta ao pó


Ando por um pedaço de Brasil em que as cidades têm nome de santos, árvores e generais.
Das bocas alvas da população saem palavras ivanhaçú, imbé e cunhacaraí.
Um brasil entre tantos brasis que hoje é seco e enterrado em pó,
até às chuvas que porventura seguirão as tantas preces do povo seco, povo pó, pura paciência.
Um brasil entre brasis que não entende seu outro, o brasil litoral, o brasil brisa do mar,
aqui o tempo corre em outras direções, corre mais lento,
apesar da pressa das pequenas cidades ilhadas entre lavouras, pastos e plantações.
Não sei mais o que tenho daqui, e ao mesmo tempo me vejo em cada grão desse pó,
Assim como eu, o pó vai durar pra sempre, ou pelo menos até a próxima chuva, que
tudo indica vai demorar.
Muda o vento, a fumaça para de subir ao céu e se arrasta entre as árvores, descendo de volta ao chão.
O céu fecha, negro, ameaçador, o vento vindo não sei de onde derruba as roupas no varal e faz levantar
a esperança dos olhos secos empoeirados desse meu pedaço de Brasil.
Mas não chove. Esperança, aqui, às vezes é esperar mais um pouco.

Abraços e beijos nômades:
L.